Professora da AJES apresentou resultado do seu Pós-doutorado em Jornada Científica do IFMT

O trabalho objetivou identificar diversos estudos etnobotânicos realizados nos municípios da Amazônia de Mato Grosso

A Professora e Coordenadora do Curso de Farmácia da AJES, Dra Isanete Bieski, apresentou no dia 08 de junho, parte dos resultados do seu pós-doutorado, na forma de apresentação oral na V Jornada Científica do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT Campus Juína).

O evento contou com a participação de uma de suas alunas do Programa de Iniciação Científica do Curso de Farmácia (Isabely Del Colle Alexandre) e seu supervisor, Professor Dr Germano Guarim Neto, da UFMT e atual Pró-reitor de pesquisa.

O trabalho intitulado: "CONHECIMENTO ETNOBOTÂNICO DE PLANTAS MEDICINAIS DA AMAZÔNIA DE MATO GROSSO", objetivou identificar diversos estudos etnobotânicos realizados nos municípios da Amazônia de Mato Grosso, possibilitando agrupar o etnoconhecimento das plantas medicinais, bem como identificar as plantas medicinais relatadas, pesquisadores envolvidos e principalmente identificar os munícipios que ainda não tem nenhum estudo etnobotânico.

Conforme Portaria nº 96, de autoria da Ministra do Meio Ambiente, 86 municípios de Mato Grosso pertencem ao bioma Amazônia. E essa pesquisa possibilitou identificar que dos 86 municípios de Mato Grosso que fazem parte do bioma Amazônia, somente 39 tiveram pesquisa de etnobotânica, com um total de 59 diferentes pesquisas mostrando que ainda há muito a pesquisar.

Destaca-se os pesquisadores com mais trabalhos nos municípios da Amazônia sendo Ribeiro et al., 2017 com trabalhos em 14 municípios; Carvalho et al., 2004 com trabalhos em 10 municípios; Guarin Neto et al., 2012, Bieski et al., 2015;  Thomas, Pirani, 1989, com trabalhos em 4 municípios; Larocca et al., 2015 com trabalhos em 2 municípios. Essas pesquisas resultou na identificação do etnoconhecimento de 579 espécies medicinais, agrupadas em 106 famílias.

Importante relatar que a maioria das plantas medicinais nativas, agrupadas nesse estudo constam nos relatos das expedições feitas pelos naturalistas nos séculos XVII a XIX como Alexander Von Humboldt (1769-1859), naturalista alemão, Aimé Bonpland 1773-1858, naturalista francês e Georg Heinrich von Langsdorff, na condição de naturalista da expedição Russa do almirante Kreuzenstern. Cada vem mais me apaixono pela pesquisa das riquezas provenientes da nossa biodiversidade. Essa pesquisa será publicada em um livro. Estamos na busca de patrocinadores.