Coordenadora do Curso de Farmácia da AJES concluiu seu Pós-Doutorado

O tema do seu projeto foi: "Conhecimento Etnobotânico de Plantas Medicinais na Amazônia Mato-Grossense (Mato Grosso, Brasil)".

A professora Drª Isanete Bieski, coordenadora do Curso de Farmácia da AJES, conclui essa semana seu pós-doutorado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), pelo Instituto de Biociência, Departamento de Botânica e Ecologia, Grupo de Pesquisas da Flora, Vegetação e Etnobotânica - FLOVET na UFMT, Campus Cuiabá.

O tema do seu projeto foi: "Conhecimento Etnobotânico de Plantas Medicinais na Amazônia Mato-Grossense (Mato Grosso, Brasil)". A mesma conta que esse relatório contribuirá com as pesquisas bioprospecção para a seleção de plantas medicinais a serem estudadas farmacológica e fitoquimicamente. Seu supervisor é o professor Dr Germano Guarim Neto, atualmente pró-reitor de pesquisa da UFMT.

“Esta pesquisa possibilitou identificar os municípios de Mato Grosso que fazem parte do bioma Amazônia, onde dos 86 municípios, somente 39 tiveram pesquisa de etnobotânica totalizando 59 diferentes pesquisas mostrando que ainda há muito a pesquisar”, disse a Drª Bieski.

Ela explica ainda que são destacados os trabalhos de pesquisadores com maior número de trabalhos na área em estudo, sendo que os mais numerosos estão concentrados em 10 municípios. Dessa forma, são evidenciados dados e outros aspectos do etnoconhecimento de 579 espécies medicinais, agrupadas em 106 famílias.

“Apesar de um número expressivo de espécies identificadas, sabemos que ainda há muitas espécies a serem identificadas, pois esse número inclui espécies nativas e exóticas e sabe-se que na região há formação populacional com grande miscigenação de indígenas, os brancos e os negros. Por outro lado, a biodiversidade amazônica ainda reserva muitos segredos desconhecidos da humanidade. O presente estudo possibilitou o registro e a documentação das plantas medicinais utilizadas na Amazônia de Mato Grosso, mostrando a rica diversidade vegetal e étnico-cultural existente, e poderá contribuir com as políticas públicas de plantas medicinais e fitoterápicos estadual e nacional”, concluiu.